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  • Fernanda Almeida

GENOCÍDIO DOS POVOS INDÍGENAS: UMA FALÁCIA OU DURA REALIDADE?

Atualizado: 28 de set. de 2022

De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), temos 1,1 milhão de pessoas que vivem hoje em territórios indígenas. O Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) expande esse número e calcula que, se olharmos o país todo, são mais de 5 milhões de indígenas no Brasil.





Apesar de formar uma população que equivale à terceira maior do país, o grupo segue sofrendo ataques, sobretudo pelo governo. 80% do desmatamento em terras amazônicas aconteceu no primeiro ano de mandato de Jair Bolsonaro, dados do INPE (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais). Enquanto isso, o Conselho Indigenista Missionário relata que, entre 2018 e 2020 o número de invasões a esses territórios aumentou em 137%. Além do desmatamento propriamente dito, outros problemas vêm à tona e preocupam os socioambientalistas: a contaminação do solo por mercúrio, o altíssimo índice de exploração e violência sexual de mulheres e meninas, a desnutrição infantil, e o número de doenças trazidas de fora das aldeias.



Em Abril de 2022, um fato deu ainda mais evidência à causa indígena:


O presidente do Conselho Distrital de Saúde Indígena Yanomami, Júnior Hekukari, divulgou um vídeo informando que uma menina de 11 anos havia morrido na comunidade de Aracaçá após ser estuprada por garimpeiros. Além disso, um outro vídeo mostrava parte da aldeia queimada e sem a presença dos moradores. Aquelas cenas davam início a campanha "CADÊ OS YANOMAMI?", compartilhada nas redes sociais por várias pessoas, inclusive políticos e celebridades que defendem a causa.



A inquietação surge a partir da omissão do governo federal frente ao garimpo ilegal que acontece de forma tenaz na região. O procurador Alisson Marugal, representante da Câmara de Populações Indígenas e Comunidades Tradicionais (6CCR) participou de uma audiência na Comissão de Direitos Humanos do Senado Federal que tratou da atividade garimpeira no território Yanomami. Em sua fala, o procurador apresentou dados e gráficos sobre o crescimento da atividade na região.


"Num período de dois anos, foram aproximadamente 3 mil alertas de mineração ilegal, mostrando a expansão dessa atividade. Atualmente, essa mineração afeta mais de 16 mil indígenas", disse Marugal.

Estudiosos da área atribuem parte desse crescimento às declarações favoráveis a garimpeiros feitas pelo presidente Jair Bolsonaro e à proposta em discussão no Congresso de legalizar a mineração em terras indígenas. Em novembro de 2020, Bolsonaro reafirmou que a Terra Indígena Yanomami não deveria existir:

"A reserva Yanomami. Tem mais ou menos 10 mil índios. O tamanho é duas vezes o Estado do Rio de Janeiro. Justifica isso? Lá é uma das terras com o subsolo mais rico do mundo. Ninguém vai demarcar terra com subsolo pobre. Agora o que o mundo vê na Amazônia, floresta? Está de olho no que está debaixo da terra", disse Bolsonaro.

Te convido agora a baixar suas barreiras mentais – que tanto nos são impostas em um mundo polarizado, em que parece uma obrigação termos que escolher um lado - e refletir sobre essa questão. Independente do seu posicionamento político, reflita como um ser humano.


Se pergunte o porquê do apagamento dos povos originários e se, de fato, o projeto para legalizar a mineração em terras indígenas proposto pelo Governo é um avanço para a economia ou apenas outra ameaça para os povos indígenas e um enorme retrocesso para os direitos humanos?





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