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  • Fernanda Almeida

Minorias ou maiorias: Como a diversidade pode influenciar nas eleições de 2022?

Atualizado: 28 de set. de 2022

Não é segredo para ninguém que a população brasileira é o resultado de uma grande mistura de povos e etnias, e isso nos faz ser o país mais miscigenado do mundo.

E por toda a distinção de línguas, religiões e as mais variadas culturas, hoje, o Brasil possui uma população muito diversa.





Segundo estudo do IBGE, em 2021, a população brasileira preta e parda cresceu em cerca de 212 milhões de pessoas, e isso mostra um aumento de 7,6% em comparação a 2012.

Hoje, 54% da população brasileira seu autodeclara negra. Além disso, 52% é composta por mulheres, representando 5 milhões a mais de mulheres do que de homens na sociedade.

E como esses dados influenciam nas eleições de 2022?

Além do eleitorado jovem, que cresceu expressivamente nesse ano, e que também possuirão muito peso no resultado, esses dois recortes populacionais podem ser decisivos na eleição deste ano.



As mulheres são maioria entre eleitores de todas as faixas etárias, têm preferências eleitorais marcadamente diferentes das dos homens na disputa para presidente e compõem a maior proporção dos eleitores ainda indecisos. Esses três fatores fazem com que elas sejam encaradas como grupo decisivo na disputa de 2022.


Neste ano, as mulheres são, pela primeira vez, maioria em todos os grupos etários, inclusive entre quem tem 16 anos. Segundo dados do Tribunal Superior Eleitoral, mulheres são 56% dos eleitores de 16 anos e homens são 42%, o que pode revelar um engajamento maior das jovens em voluntariamente participar dessas eleições, já que o voto só é obrigatório para maiores de 18 anos. Além disso, entre as mulheres, 48% têm avaliação negativa do governo Bolsonaro, enquanto essa percepção é compartilhada por 34% dos homens.


Além de ter um discurso de governo altamente agressivo e armamentista, o que de forma geral, não agrada as mulheres, Bolsonaro profere falas misóginas e machistas em seus discursos, o que possivelmente reverberará de forma negativa nos votos para o candidato nas eleições de Outubro.


Uma das primeiras vezes que Bolsonaro ofendeu as mulheres após se tornar presidente foi justamente no Dia Internacional da Mulher, quando afirmou: “Pela primeira vez na vida o número de ministros e ministras está equilibrado em nosso governo. Temos 22 ministérios, 20 homens e duas mulheres”.


E como retrato da população, o país bateu recorde de candidaturas de mulheres e pessoas pretas na eleição.

Há mais candidatos pretos e pardos que brancos em 21 dos 32 partidos, mostram dados parciais A mudança no perfil dos candidatos ocorre na esteira das regras que buscam incentivar a participação política da população negra e das mulheres e melhorar a representatividade dessas parcelas da sociedade nos espaços de poder.


Como entender um Brasil tão diverso com esses elevados níveis de discriminação racial e de gênero? Em um Estado democrático de direito, importantíssima é a política de dados abertos e a garantia de uma democracia. É assim que os Direitos humanos estarão respaldados e sendo cumpridos.


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