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  • Júlia Costa

O MEIO DO CONGRESSO NACIONAL

Atualizado: 28 de set. de 2022

Um jogo de adivinhação: ele tem a mesma data de nascimento que a redemocratização no Brasil e atuação significativa nos últimos governos. É fluido e poderoso. É diferente, mas tem a mesma cara. Já sabe do que estou falando?






O centrão ocupa a grande maioria das cadeiras da Câmara dos Deputados, é um grupo forte, que consegue facilmente formar maioria política para atuar no Legislativo. É o cerne da politicagem no parlamento brasileiro. É ele quem, de fato, governa o país. O regime é democrático - sempre com ressalvas -, mas porque se aceita um grupo com tanto poder? A resposta é simples edolorosa: os eleitores os colocaram ali.


Ao eleger o Legislativo e o Executivo, devemos idealmente considerar representantes harmônicos que prezam pelos mesmos interesses. Não é essa a realidade. O melhor exemplo é o atual presidente, Jair Bolsonaro, que precisou se render aos encantos das cadeiras centrais do Congresso para que conseguisse, minimamente, apoio e voto para seus projetos. Essa aproximação não custou barato, foi apontado por um eleitor como “Tchutchuca do centrão”, o que evidencia a relevância que o grupo conquistou neste momento político.



O termo "centrão" surgiu na assembleia constituinte, quando se fazia referênciaqueles que se sentavam ao meio. Apenas em 2014, com o impeachment da ex-presidente Dilma é que o conceito passou a ter uma conotação negativa. O vice-presidente e o presidente da Câmara dos Deputados, juntos, derrubaram a chefe do Executivo, eleita democraticamente. A coroação desse grupo que faz o executivo se ajoelhar em submissão foi nos governos PTistas.oi assim que criamos o monstro, o alimentamos e o sustentamos no poder. Como bom jogador da política brasileira, souberam usar bem daquilo que lhes foi oferecido, sagazes como a raposa de Maquiavel.



Bolsonaro provou um gole do veneno que antes Dilma havia se afogado. O centrão é traiçoeiro, até mesmo por uma questão de matemática básica: são a maioria. Cuidado! São maioria para decidir assuntos de interesse comum. Porém, dentro dos partidos ou da própria coligação, encontram resistência.



É necessário retomar a parcela de culpa do eleitorado brasileiro no fortalecimento desse grupo político. Ninguém, absolutamente ninguém cai de paraquedas na cadeira do poder, em Brasília. Sentam-se lá porque foram eleitos daqui. Daí surge a pergunta fundamental: a população elegeu o centrão como presidente do país?



Atribuir ao povo a falta de respeito com a república, em sua essência semântica como coisa pública ou Estado, seria covardia. É óbvio aqueles que hoje formam a Câmara dos Deputados foram eleitos por meio do voto, maseixamos com que o centrão tomasse as rédeas porque não queremos discutir política e temos a péssima mania de dizer que a odiamos. Assim, nos afastamos das decisões nos lugares de poder e deixamos a quem se interessar as decisões sobre a estrutura e a articulação do Estado.

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